segunda-feira, 19 de março de 2012

Protetor bucal para uso em esportes de contato


       É um equipamento ou aparelho posicionado no interior da boca com a finalidade de proteger/reduzir a ocorrência de lesões aos dentes e estruturas vizinhas durante a prática de esportes.
        O protetor absorve a energia ou força dirigida ao local do impacto.
        Existem três tipos:
Tipo I: protetor de estoque vendido em loja de materiais esportivos. Mantido em posição por apertamento dos dentes. Não se ajusta com fidelidade à arcada dentária e é confeccionado com um material muito duro.
Tipo II: é encontrado no comércio e se adapta à boca por meio de aquecimento e mordida. Não consegue oferecer fidelidade perfeita da arcada e nem conforto.
Tipo III: confeccionado pelo cirurgião dentista sobre modelo individual com a utilização de equipamento à vácuo ou aquecimento + pressão e material ligeiramente maleável. Oferece maior fidelidade, retenção, conforto e proteção. Pode ser transparente ou colorido.
        A Academy for Sports Dentistry recomenda o uso de protetor bucal tipo III.
        Embora se reconheça que os treinadores exerçam maior influência sobre os jogadores, no que concerne ao uso de protetores bucais, os pais são igualmente responsáveis por influenciarem seus filhos sustentando o uso.
        No Brasil há a necessidade de conscientização das instituições de saúde, de educação e esportivas para a prática de esportes com segurança, fazendo o uso de protetores bucais. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Xilitol


Informação importante sobre o Xilitol:
Além de não causar a cárie, ainda tem efeito inibitório direto sobre a bactéria Streptococus Mutans, ou seja, tem valor terapêutico além de preventivo.
Abraços e beijos, Lívia

"O xilitol é um açúcar-álcool de cinco carbonos.

Tem sido utilizado como adoçante em produtos que visam a melhorar a saúde bucal, pois reduz a formação de placa bacteriana, reduz a aderência bacteriana (efeito antimicrobiano), inibe a desmineralização do esmalte e, o melhor, tem efeito inibitório direto sobre os Streptococus Mutans (bactéria que causa cárie).

O xilitol está disponível sob várias apresentações: gomas de mascar, pastilhas, tabletes mastigáveis, dentifrícios, enxaguatórios e medicamentos para tosse.

Em sintonia com a Academia Americana de Odontopediatria a Associação Brasileira de Odontopediatria apóia as estratégias preventivas que visam a supressão de patógenos cariogênicos e a redução de cárie utilizando o xilitol."

(fonte: Manual de Referência em Odontopediatria)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Aprimorando



A Associação Brasileira de Odontopediatria acabou de lançar o Manual de Referência para Procedimentos Clínicos em Odontopediatria.
Excelente conteúdo.
Uma diretriz para padronização do atendimento odontopediátrico com informações atualizadíssimas que teve como base científica o Manual elaborado pela Academia Americana de Odontopediatria e quarenta e oito consultores científicos com reconhecida experiência nas diversas faculdades do Brasil.
Ótima proposta.
O conteúdo muito rico, atual, uma delícia!!!!
Estou lendo para reler!!!!!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Uso da chupeta

Instruções importantes para as mamães que adotaram o uso da chupeta.
Eu, particularmente, não indico. Acredito que a amamentação natural satisfaz a necessidade de sucção do bebê.
Nos casos de uso da chupeta vamos nos atentar para o objetivo da introdução do hábito, frequência e duração.



Chupeta: bandida ou mocinha?
Adriana Modesto*; Maria Cristina Ferreira de Camargo**
* Professora-Assitente do Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da FO-UFRJ e Coordenadora da Clínica de Bebês da Odontopediatria da FO-UFRJ.

** Professora Titular de Odontopediatria da FO-Araras (UNIARARAS)


Atualmente, a chupeta é uma peça que faz parte do enxoval de todo bebê. As diferentes marcas, formas, cores e desenhos têm despertado uma atração irresistível para as mamães, mas, ao mesmo tempo, se confundem, no momento da escolha. Criticada por uns e indicada por outros, seria a chupeta uma verdadeira vilã ou uma simples mocinha?
A resposta para essa pergunta dependerá de qual é a sua freqüência, intensidade e duração de uso. Se for usada freqüentemente e/ou por um período prolongado, determinará a instalação do hábito e poderá prejudicar a amamentação materna, causar mal posicionamentos dentários, desvios no crescimento dos maxilares, alterações na deglutição e fonação. Porém, se for utilizada na saúde oral do bebê e no desenvolvimento dos arcos osteodentários, não deverá interferir na atividade de sucção nutritiva.
No ciclo natural evolutivo do bebê de 0 a 6 meses, ele deverá respirar bem, sugar e deglutir. A sucção é um impulso presente desde o nascimento, e servirá de treinamento para o segundo reflexo da alimentação: a mastigação. A sucção não visa somente a nutrição, mas também, a satisfação psicoemocional, de forma que cada bebê apresenta a sua necessidade individual de sucção que pode não ser satisfeita apenas com o aleitamento natural. Dessa forma, quando isso ocorre, a chupeta deverá ser usada racionalmente. Não deve ser oferecida, a qualquer sinal de desconforto, para acalmar o choro provocado por outros fatores, nem entendida como um artefato para apoio emocional, ou uma forma de lazer para a criança: não se recomenda que o bebê durma todo o tempo com a chupeta, devido a necessidade de manter a boca fechada, enquanto dorme, para criar uma memória muscular do contato entre os lábios e favorecer a correta respiração pelo nariz.
Mesmo entendendo a chupeta como um aparelho de sucção, que também poderá prevenir a sucção de dedo, é melhor que apresente as características mais anatômicas e funcionais possíveis para não provocar danos maiores na eventualidade de se formar um hábito. A chupeta deve ter o bico compatível com o tamanho da boca e com a idade do bebê. Além disso, é importante que a direção do longo eixo do bico esteja em uma posição inclinada para cima em relação ao apoio labial. Para os recém-nascidos, pode ser de látex ou de silicone e, para os bebês de baixo peso ou prematuros o tamanho do bico deve ser adequado, para não provocar um posicionamento incorreto com uma posteriorização da língua. O disco ou apoio labial deve ser de plástico firme e maior do que a boca do bebê para prevenir que a chupeta seja colocada inteira dentro da boca e para proporcionar uma vedação para que o bebê não coloque os lábios em cima do apoio. Deve ser recortado como um grão de feijão, para evitar uma conseqüente deformação na região anterior da arcada dentária e na base do nariz. Deve apresentar no mínimo dois furos de ventilação opostos com diâmetro de 5 mm e a distância do bico de 5 a 6 mm para favorecer a circulação de ar no rosto do bebê e prevenir irritações na pele causadas pelo acúmulo de saliva. Não precisa, obrigatoriamente, ter argola, podendo possuir apenas uma saliência para que a mãe possa puxar para estimular os exercícios de sucção ou para retirá-la da boca do bebê. Jamais deve ser amarrada ou pendurada ao redor do pescoço do bebê com fita, corrente ou fralda, pois além de haver risco de estrangulamento, pendurá-la e deixá-la acessível favorecerá a instalação do hábito.
      Quando o bebê chora, por falta de sucção ou por necessidade de sugar mais, mesmo estando alimentado, a mãe deverá estimular a sucção colocando a chupeta lentamente em contato com o contorno dos lábios do bebê e com toques leves, para que o bico seja umedecido e haja estímulo para o reflexo. O bebê, então, começará a sugar e a mão deverá segurar a chupeta e puxá-la com movimentos leves, como se fosse par retirá-la da boca, estimulando a sucção. Ao realizar esses exercícios várias vezes, a musculatura facial já deverá ter trabalhado o suficiente e a função de sucção deverá ter sido concluída. O bebê não desejará mais a chupeta e o hábito não se instalará. Adicionalmente, vale ressaltar que a chupeta nunca deve ser mergulhada em substâncias doces, para evitar e instalação de doença cárie.
      Para a segurança do bebê, o bico e o disco de plástico devem ser inspecionados freqüentemente para detecção de qualquer sinal de deterioração. Se o bico estiver inchado, rasgado ou pegajoso, a chupeta de ser trocada. Depois de cada uso, a mão deve verificar se o bico está bem preso ao disco de plástico para evitar acidentes.
      É fundamental que os profissionais transmitam às mães a informação de que a chupeta deve ser utilizada exclusivamente como aparelho para complementar a sucção na fase em que o bebê necessita desse exercício funcional que é um estímulo benéfico ao crescimento e desenvolvimento dos arcos dentários. Por isso, é muito importante que as mães realmente a utilizem unicamente para satisfazer a sucção, obtendo com isso, apenas os seus efeitos desejáveis. Sendo assim, após o término da fase de sucção, a criança estará apta para as fases subseqüentes de crescimento e desenvolvimento, i.e., sorver e mastigar, de forma que obtenha posteriormente o equilíbrio neuromuscular e dentofacial desejado pelo profissional que o monitora.
fonte: Jornal da APCD.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Expressões inadequadas usadas no meio odontológico

Interessante artigo para os colegas e pacientes também:

a) materiais dentários; departamento de materiais dentários; disciplina de materiais dentários; consultório dentário; clínica dentária; exame dentário.
b) doenças da boca; doenças dos dentes; doença periodontal; doença gengival.
c) cárie do esmalte; cárie da dentina; cárie do cemento; cárie superficial; cárie profunda; cárie proximal.
d) tratamento dos dentes; tratamento da polpa; tratamento periodontal; tratamento gengival; tratamento de canal ou endodôntico; tratamento ortodôntico; tratamento da maloclusão; tratamento da classe I; tratamento da classe II; tratamento da classe III; tratamento do lábio leporino; tratamento da fenda palatina; tratamento da língua bífida.
e) saúde da boca; saúde dos dentes; saúde física; saúde mental.

Justificativas:
a) A expressão material dentário diz respeito a tudo aquilo procedente do dente como, prismas do esmalte, pó de dentina, fragmentos da polpa, etc. Ao passo que a expressão material odontológico significa material empregado no exercício da odontologia como, por exemplo, cimento, porcelana, óxido de zinco, etc.
Por isso, as expressões Departamento de Materiais Dentários e Disciplina de Materiais Dentários (muito usadas nas escolas de odontologia deveriam ser substituídas por Departamento de Materiais Odontológicos e Disciplina de Materiais Odontológicos).
Comprovação:1) Através de resíduos de materiais dentários foi possível provar a identidade de um dos astronautas do Columbia.
2) A loja X vende materiais odontológicos nacionais e importados.
A expressão: consultório dentário, não tem sentido e exame dentário é um procedimento restrito ao dente. O correto seria exame odontológico porque inclui a anamnese e os exames complementares.
b) O conceito de doença não permite o uso dessas expressões porque não existe doença local. Toda doença é geral e acomete a pessoa como um todo. A cárie dentária é uma doença geral como qualquer outra e se expressa sob a forma de lesão cariosa. A lesão cariosa é que pode atingir o esmalte, a dentina, o cemento e a polpa, como também incidir em qualquer face do dente de forma superficial ou profunda. Portanto, devemos dizer: lesão cariosa do esmalte, lesão cariosa da dentina, lesão cariosa proximal, lesão cariosa superficial, lesão cariosa profunda.
c) Essas expressões contrariam o conceito de doença. O segundo Princípio da Medicina Psicossomática informa: não existe doença local, toda doença é geral e acomete o indivíduo como um todo. Assim, qualquer parte do organismo pode estar lesada, mas não doente. Quem fica doente é a pessoa.
Trata-se do paciente, ou da doença, da lesão, da infecção, ou do tumor, etc., mas não de órgãos ou de partes do organismo. A doença cárie dentária se expressa sob a forma de lesão cariosa nos dentes. Seria, pois, correto dizer: tratamento da lesão cariosa superficial, da lesão pulpar, da lesão gengival, da lesão periodontal.
d) Os problemas ortodônticos não devem ser considerados como doença, mas sim, como anomalias e as anomalias não são tratadas, mas, corrigidas. Por que? Porque na doença não existe apenas “pathos” (sofrimento), mas também “ponos”, isto é, a luta do organismo para restabelecer a normalidade, e, isso não acontece nos problemas ortodônticos.
Segundo Hans Selye, o conceito de doença pressupõe um choque entre forças agressivas e nossas defesas.
Também o lábio leporino, a fenda palatina, a língua bífida não são doenças, são anomalias, por isso, devem receber uma correção e não tratamento.
e) Saúde é um estado da pessoa e não de órgãos ou de partes do organismo, por isso, não pode ser dicotomizada em saúde da boca, saúde dos dentes, saúde das gengivas, etc.
Observação:
Tenho recebido a colaboração de colegas acrescentando outras expressões inadequadas como:
•  A expressão cavidade bucal é usada erradamente quando se deseja determinar o local de uma alteração patológica. Sabemos através do dicionário Aurélio última edição, que essa expressão em anatomia patológica, significa local oco. Torna-se mesmo impossível imaginar um tumor num local oco. A denominação mucosa bucal ou mesmo boca segundo o saudoso Prof. Tommasi é a mais correta.
•  Outra expressão errada que é muito utilizada é a de Patologia para significar doenças. Segundo Aurélio Patologia é um ramo da medicina que se ocupa da natureza e das modificações estruturais e/ou funcionais produzidas por doença no organismo. O correto é dizer alterações patológicas.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

Quero desejar um Feliz 2012 aos meus pequenos mestres e aos papais e mamães.

Este vídeo ("Reação das crinças diante de um prato sem alimento")  transmite o que desejo a todos:
amor, partilha, saúde, paz, alegria e muitas outras qualidades que somente Deus nos
capacita.


Que possamos neste novo ano usar as nossas forças para rezar muito e, guiados por Deus, termos as atitudes das crianças.


Um grande abraço, Lívia

http://sorisomail.com/partilha/217214.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Meu colaborador


Está sempre elegante, impecável, dá gosto de ver o capricho.



No consultório parece um homenzinho. É colaborador e muito bonito. Já percebí a sua grande vontade de desfrutar de saúde bucal pela vida toda, lindo demais.


Ai de mim se usar um babador feminino, ele não aceita de jeito nenhum... (com razão né tia Lívia!!!). E assim podemos definir as suas características: muito observador e inteligente.


Estamos na batalha contra a cárie e já constatei que seremos vencedores.


O seu talento eu acho que está no video game e na maravilhosa educação.


Sua mamãe e sua avó são exemplares. Dedicadas, preocupadas e muito queridas.


Vamos juntas continuar preservando esse lindo sorriso. Lindo mesmo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Flúor

A modificação do entendimento sobre o mecanismo de ação trouxe, como conseqüência, a modificação dos métodos de utilização do flúor na terapia da doença cárie dentária.
Antigamente, acreditava-se que o flúor administrado sistemicamente tivesse uma ação anticariogênica devido a sua incorporação ao esmalte durante o processo de mineralização, formando a fluorapatita, ao invés de hidroxiapatita, deste modo tornando o esmalte dentário mais resistente ao processo de desmineralização.
Embora o flúor continue sendo utilizado no controle e prevenção da cárie dentária, atualmente sua ação é atribuída ao seu efeito local no período pós-eruptivo dos dentes, sendo que a sua presença local favorece a remineralização no processo de desmineralização/remineralização do esmalte (ou seja no processo de desenvolvimento da cárie). Possui também ação antibacteriana. Nesta linha, o flúor sistêmico teria um efeito local somente ao passar pela cavidade bucal antes de sua ingestão e, após ser absorvido pelo trato gastrointestinal, ao ser secretado na saliva.
O uso sistêmico do flúor na água de abastecimento público é o método mais usado na saúde pública. Este benefício é decorrente da exposição freqüente e de baixa concentração do flúor produzindo seu efeito cariostático.
Considerando que o benefício do flúor é local, remineralizando a estrutura dentária, a suplementação de flúor na gestação não é recomendada, podendo até mesmo ser prejudicial pelo risco de desenvolvimento de fluorose (incorporação excessiva de flúor ao esmalte durante o processo de formação do dente).

O flúor faz mal à saúde?
Não. O flúor é benéfico, pois reduz a cárie dentária, um grande problema de saúde que afeta mais de 95 % da população. Porém, deve ser aplicado topicamente na dosagem correta, para haver a prevenção sem efeitos colaterais.
De que maneira o flúor fortalece o dente?
Ele deve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.  O flúor é um mineral que atua no processo desmineralização / remineralização do dente, repondo minerais perdidos pelo pela cárie.
Quais as formas se usar o flúor?
O flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público, do sal de cozinha, pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escola) e sob a forma de comprimidos ou gotas. Essas formas são chamadas de "sistêmicas", porque têm um metabolismo próprio no corpo humano. O flúor pode ser usado localmente nos dentes por meio de cremes dentais, bochechos, aplicações tópicas realizadas por dentistas ou por vernizes fluoretados.
Deve-se tomar flúor na gravidez para benefício da criança?
Não se deve tomar flúor na gravidez, pois o benefício é local, na estrutura dentária.
A aplicação tópica periódica de flúor em crianças funciona?
A aplicação periódica profissional de flúor em crianças funciona, reduzindo o risco de cárie e de fluorose.
E nos adultos?
Ocorre da mesma forma que nas crianças.
Quando se deve fazer a primeira aplicação de flúor na criança?
 A primeira aplicação de flúor deve ser feita após o nascimento do dente de leite.
O flúor interfere na doença gengival?
Não. Somente de forma indireta, pela redução da cárie.
Nas cidades onde existe fluoretação de água, há problema em usar creme dental ou bochecho com flúor?
Não há problema em usar creme dental ou bochechos com flúor em cidades com fluoretação das águas, desde que não ocorra ingestão da pasta ou da solução do bochecho. O bochecho deve ter indicação profissional.
Faz mal à criança engolir pasta com flúor?
Sim, não se trata de alimento. O volume de pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm, ou menos, em função da idade da criança. A ingestão ocasional não traz grandes problemas.

Cigarro na gravidez



O cigarro pode fazer com que:
  • o bebê nasça com baixo peso (2500g ou menos),
  • o bebê pese 150 a 325g a menos que o bebê de mulheres que não fumam,
  • retarde o crescimento do bebê dentro do útero,
  • a gestação dure menos que o esperado,
  • o bebê nasça morto (chamado de bebê natimorto),
  • o bebê morra pouco depois de nascer,
  • o bebê morra ainda dentro do útero (chamado de aborto espontâneo),
  • ocorra ruptura da bolsa amniótica antes do esperado,
  • ocorra parto prematuro,
  • ocorra complicações na placenta (órgão que é responsável por nutrir o bebê durante a gestação),
  • ocorra sangramentos durante a gestação,
  • a mãe fique anêmica,
  • a mãe ganhe menos peso na gravidez (veja a importância do ganho de peso em Obesidade na Gravidez),
  • o bebê desenvolva malformações.
A influência do cigarro é proporcional aos cigarros fumados por dia. Quanto mais cigarros por dia, menor o peso do bebê no nascimento. Bebês de fumantes intensas são mais afetados que bebês de fumantes leves. Fumar durante toda a gravidez é pior do que fumar só um período dela.
Como o cigarro atua prejudicando o bebê?
Em primeiro lugar, a fumaça respirada do cigarro contem grande quantidade de monóxido de carbono. Essa substância se liga fortemente à hemoglobina, que é o pigmento do sangue que carrega o oxigênio tanto para a mãe como para o bebê. O monóxido de carbono ocupa o lugar do oxigênio na hemoglobina e, com isso, vai menos sangue para o bebê. O bebê desenvolve durante a gestação mecanismos que o fazem se adaptar à menor quantidade de oxigênio, e esses mecanismos podem ser prejudiciais enquanto ele estiver no útero (podendo crescer pouco ou até morrer pela falta de oxigênio) e também depois do nascimento (podendo fazer com que ele morra ou desenvolva dificuldades respiratórias).
Em segundo lugar, os componentes tóxicos do cigarro, que vão para o sangue da mãe, impedem que a placenta se desenvolva adequadamente. Como a placenta é o principal responsável em dar oxigênio e nutrientes para o feto, isso também contribui para a morte e mal desenvolvimento do bebê.
Em terceiro lugar, a mãe tem o sério risco de ficar com pressão alta durante a gravidez, que é a causa que mais provoca morte materna no Brasil. A placenta é responsável por manter a pressão da mãe normal e como ela não se desenvolve direito devido ao cigarro, ela não consegue manter essa pressão nos valores adequados (que geralmente na grávida são de 110 x 70 mmHg)
Além disso, o cigarro também é prejudicial para as mulheres que estão amamentando, porque também faz com que o bebê cresça menos, devendo ser evitado também durante este período.
Espero que você, futura mamãe, que esteja lendo este texto, fique preocupada com o que o cigarro pode fazer com você e com seu bebê, e que estes sejam mais alguns motivos para que você deixe de fumar. Assim, você está cuidando não só da sua saúde, mas também da do seu bebê e da de todos que estão ao seu lado, porque quem respira a fumaça do cigarro também sofre as conseqüências.
Qualquer dúvida consulte seu obstetra, que lhe dará maiores informações, ou mande suas dúvidas para nosso site.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Curso: Uso de Flúor, Jaime Aparecido Cury

Aos pacientes
Curso do 16º Congresso Internacional de Odontologia

Mitos e evidências sobre o uso do Flúor coletivo, individual e profissional e de suas combinações no contexto atual do controle de cárie, Jaime Aparecido Cury, 23/09/2011.

A cárie é uma doença açúcar e biofilme dependente, multifatorial, complexa, não erradicável, controlável e sem cura, apenas passível de paralisação ou remineralização.
O Fluoreto reduz a desmineralização e ativa a remineralização, não evita a cárie, mas reduz os sinais da doença.
Tipos de uso:
1-sistêmico e tópico: desuso
2-coletivo (água e dentifrícios), auto uso,  profissional e combinação: recomendado
A Fluorose é causada pelo uso crônico de Flúor.
Partindo das seguintes premissas: o creme dental é o meio mais racional de usar o flúor, a escovação sem flúor tem efeito anticárie reduzido, o risco de fluorose é maior pelo uso de água fluoretada e o uso de fluoreto deve ocorrer no lugar certo, pelo tempo certo e na quantidade certa o palestrante concluiu que  recomenda-se o creme dental com 1100ppm de Flúor para as crianças.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

16º Congresso Internacional de Odontologia de Goiás

Em breve vou publicar algumas informações importantes para vocês (mudanças de paradigmas) que adquiri no último congresso de Odontologia.
Foi excelente, sempre acrescenta e vale a pena.
O Curso do Cury foi muito bom, as conferências são prazerozíssimas. Fiquem atentos!

Super dica



Lí e vou reler várias vezes esse livro.
Indico.
Aprimorando!!!!
Bjs, Lívia

sábado, 22 de outubro de 2011

Selantes





Essa é uma paixão do odontopediatra.
O Selante dentário é um material usado na prevenção de cárie da superfície mastigatória (oclusal).
São resinas fluidas capazes de escoar nas fóssulas e fissuras penetrando nos microporos do esmalte fixadando mecanicamente.
O selante tem a finalidade de isolar fisicamente a superfície oclusal de molares e pré-molares do meio bucal, preservando a saúde dentária numa das superfícies mais expostas e tornar a superfície oclusal mais rasa, passível de contato com as cerdas das escovas.
Existem fissuras tão estreitas e profundas que a cerda da escova não consegue higienizar.
A indicação de uso precisa ser estabelecida pelo dentista, pois existem casos que não são recomendados.
O selante não substitiu a higiene oral, o dente selado precisa de escovação e uso do fio dental adequadamente.
Nos casos indicados vale a pena esse investimento.
Bjs, Lívia

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Promessa é dívida

Prometí que iria falar sobre selantes.
Está no forno.
Peço desculpas pela falta de tempo. Não esqueci.
Bjks, Lívia

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Meu menino do céu


Não bastasse a serenidade desse amadinho é muito inteligente, decidido e sonhador.
Muito lindo!
Seus sonhos vão nas alturas, pois gosta muito de aviões e helicópteros. E o pior, quer dizer, o melhor: brinca e confecciona. É um artista também...
Os dentinhos vão bem, obrigada, precisamos conservá-los belos e saudáveis para esbanjar toda a beleza que esse pequeno contempla.
Sou suspeita para falar dos meus pacientinhos, mas essas criaturinhas são muito lindas!!! Amo. Amo. Amo!
Depois de Deus, vejo as crianças como minhas referências de vida, não são perfeitos???? Uma GRAÇA!


Boa leitura!!!


Queridas Mamães e Papais,

Eis um livro que todos, responsáveis pelos cuidados com uma criança, deveriam ler.

Muito bom mesmo!

Trechos do livro Os filhos vem do céu, John Gray


“Em vez de pensar que precisamos fazer algo para que nossas crianças sejam boas, devemos reconhecer que elas já o são. Elas vêm do céu. São perfeitas da maneira como são e tem seus próprios desafios de vida.”

“As práticas da educação positiva visam a criar crianças cooperadoras, não crianças obedientes, trocar a educação por medo por educação com amor.”

“Cinco mensagens positivas:
1- É bom ser diferente;
2- É bom cometer erros;
3- É bom expressar emoções negativas;
4- É bom querer mais;
5- É bom dizer não, mas lembrem-se de que mamãe e papai são quem mandam.”

“Peça, não mande: QUER FAZER O FAVOR DE...
Omita explicações;
Evite sermões, converse somente quando a criança estiver cooperando;
Palavra mágica: VAMOS...?
Seja direto e positivo.”

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Agenesia dentária



A agenesia dentária é a ausência de formação de um ou mais elementos dentários.
Tem como principal fator etiológico a hereditariedade.
Pode causar retenção prolongada do dente decíduo, mastigação ineficiente e mordida instável alterando o equilíbrio entre estruturas dentárias, ósseas e músculos faciais.
Como consequência podem surgir cefaléias, disturbios da Articulação Temporo-mandibular, dores no pescoço e dificuldade na fonação.
A literatura é unânime em sugerir que o exame radiográfico é de fundamental importância nos estudos de anomalia de número de dentes.
No Brasil a prevalência de agenesia dentária varia de 1,1 a 14,2%.


Adaptação da criança e dos pais com a vida escolar



        A chegada de uma criança no ambiente escolar é um evento importante e marcante não só para ela, mas também para sua família, para os educadores e para as demais pessoas que farão parte de sua rotina dali para frente. 
        Envolve expectativas, histórias e sentimentos. É um processo de mudança e renovação que demanda preparo, confiança e paciência por parte das famílias e, principalmente, da escola.
        O período conhecido como adaptação é um momento em que a criança e sua família passam a criar relações afetivas com um novo grupo social: a escola – e, como tudo que é novo, pode desencadear sentimentos de medo, angústia e insegurança. Como facilitar esse processo, promovendo sentimentos agradáveis de segurança e bem-estar para que a criança possa iniciar a aprendizagem formal de maneira prazerosa?

A CRIANÇA
        A separação de alguém que se ama desperta sentimentos fortes de angústia, medo e insegurança, principalmente nos pequenos. É normal que expressem esses sentimentos na medida em que se separam de suas mães. O choro, gritos, tristeza, acessos de raiva, agressividade e até “dores” inexplicáveis são alguns dos possíveis “sintomas” da adaptação. A presença dos pais na escola por um período de tempo e a rotina escolar estabelecida progressivamente ajuda a criança a familiarizar-se com o novo ambiente, envolver-se com a nova rotina e afeiçoar-se a seus professores
        Apesar de parecer um episódio negativo, a separação momentânea fortalece os laços familiares e o desenvolvimento emocional. A criança adquire confiança em si e nos adultos que a cercam na medida em que verifica que existe uma rotina diária saudável: ela é esperada, cuidada, amparada, depois retorna ao lar. Para isso, a postura calma e segura dos pais e educadores é fundamental, pois não existe um prazo certo para o processo de adaptação terminar. Para umas, o processo é difícil e demorado. Para outras, é rápido e tranquilo.
        Quem poderia ajudar, então?
        O adulto é quem ensina, pelo exemplo, a criança a distinguir o que é bom do que não é, o que é arriscado do que é seguro. Se a criança perceber qualquer sinal de hesitação, medo e insegurança nos pais, instintivamente entenderá isso como um sinal de perigo e lutará para proteger-se. Testará a certeza de seus pais até ficar convencida de que eles realmente sabem o que estão fazendo.
OS PAIS
        Os pais ocupam papel importantíssimo nessa experiência e devem dar todo apoio, interesse, ajuda e motivação. Mas a separação não afeta somente as crianças, os afeta também. A criança começa a perceber-se independente de sua mãe, e esta terá um sentimento de perda. Na maioria das vezes, o início da vida escolar é o motivo da primeira grande separação do filho e as mudanças que isso acarreta geram certo desconforto.
        Compreender, discutir e superar gradativamente esses sentimentos permite um amadurecimento da relação familiar e possibilita à criança experimentar uma “independência” importante para seu desenvolvimento. Ter em mente que a adaptação, por mais dolorosa que seja, por mais tempo que leve (se é que levará algum tempo), é temporária, passageira, não dura para sempre.
        Minimizar o impacto negativo desse momento particular da vida das crianças e de suas famílias tornando a escola um ambiente mais saudável e confiante é um dos papéis da escola. Ser aberta e disponível são fatores fundamentais para o sucesso da adaptação. Planejar esse momento, dar a ele especial importância, reconhecendo o valor da ligação entre pais e filhos revela um ponto de vista humanista acerca da entrada da criança na escola e de sua permanência nela.
        A função da escola e dos profissionais é de receber a criança e para isso é necessário um trabalho cuidadosamente planejado. O colégio é um ambiente seguro, com um espaço que propicia o desenvolvimento e uma aprendizagem significativa. A parceria com as famílias, construída em reuniões coletivas e individuais, ajuda a estabelecer uma relação de confiança e afetividade que, por sua vez, vai corroborar com a efetivação da adaptação.
        A professora aparece como uma mediadora principal no contexto da adaptação à vida escolar. E assim, como as crianças e os pais, nesse momento, ela também passa por um processo de adaptação, pois a cada ano que se inicia novas experiências, novas crianças, novos pais serão conhecidos. As expectativas são muitas e as surpresas, inimagináveis
DICAS PARA AS FAMÍLIAS
1- O ingresso na escola não deve coincidir com outros acontecimentos ou mudanças significativas na vida da criança.
2- De preferência, a adaptação deve ser gradual.
3- Seja honesto com a criança. Despeça-se dela ao sair para que ela não se sinta abandonada. Converse muito com ela.
4- À família cabe o papel de estabelecer limites, dar noções de autoridade, estimular a convivência, não prometer recompensas ou mentir para a criança, como por exemplo, dizer que vai até o banheiro e desaparecer.
5- O sucesso da adaptação depende muito da atitude e do estado emocional da mãe. A ela, cabe estimular a criança com comentários positivos e mostrar-se o mais segura possível.
6- Não se atrase para buscar a criança, principalmente nos primeiros dias.
7- A criança deve sentir que a escola é um ambiente que oferece carinho, afeto e segurança, semelhante ao que recebe em casa.
8- A professora é uma pessoa fundamental nesse momento da vida da criança. Fortaleça o vínculo e converse muito com ela para dar informações sobre seu filho.
9- Deixar que a criança leve para a escola um brinquedo querido ou objeto especial pode servir de referência para que ela compreenda que nem tudo é estranho no novo ambiente.
10- Nunca compare a criança com um coleguinha que apresenta um comportamento mais tranquilo frente ao processo de adaptação.
11- Nunca tente trazer todas as informações sobre a rotina da criança para a professora na frente dela, isso pode constrangê-la.

Denise Desiderá

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Doce, prefira o das frutas



O Ministério da Saúde recomenda que o açúcar seja evitado nos dois primeiros anos de vida do bebê, pois, antes dessa fase, é desnecessário e só aumenta a incidência de cáries e o valor calórico da dieta, sem contribuir com conteúdo nutricional.
Mas, após dois anos, privar as crianças do açúcar somente lhe trará benefícios.
Existem oito principais motivos para dizer “não” ao açúcar aos pequenos:

1º- Obesidade: O excesso de açúcar pode se transformar em gordura corporal e promover ganho de sobrepeso. O açúcar de mesa e os alimentos confeccionados com ele oferecem energia imediata, mas é o que chamamos de “energia vazia”, pois não é acompanhado de nutrientes e o pior competem com eles. O pão, massas, arroz e leite contém açúcar natural que supre as necessidades da criança.

2º- Concentração: O doce, além de provocar maior concentração de insulina no sangue, também aumenta a quantidade de adrenalina, hormônio que, em excesso, pode provocar ansiedade, excitação e dificuldade de concentração.

3º- Alteração do paladar: O paladar do bebê está em desenvolvimento e o açúcar tem o sabor marcante. Oferecer alimentos e mamadeiras açucarados vai fazer com que a criança desenvolva uma necessidade de sempre ingerir alimentos mais doces. O bebê tende a recusar tudo aquilo que não contenha açúcar e não saberá apreciar o sabor verdadeiro dos alimentos, como o sabor das frutas.

4º- Falta de nutrientes: O mau hábito no consumo de açúcar pode causar desequilíbrio na ingestão de nutrientes importantíssimos para o desenvolvimento e o crescimento da criança. Os doces, principalmente aqueles oferecidos nos intervalos das refeições principais podem saciar a criança e fazer com que ela recuse os alimentos saudáveis, como arroz, carne, verduras que são ricos em vitaminas, minerais e proteínas.

5º- Compulsão alimentar: O açúcar, assim como o mel, é carbohidrato simples. Este é absorvido rapidamente pelo organismo, provocando elevação dos níveis de açúcar no sangue na mesma velocidade, levando ao aumento da liberação de insulina e ao consequente acréscimo do apetite. A situação facilita os quadros de compulsão alimentar.

6º- Saúde bucal: O açúcar, associado ao dente e às bactérias cariogênicas presentes na cavidade bucal são formadores da placa bacteriana e consequentemente causadores de cárie e inflamação da gengiva.

7º- Prevenção de diabetes: O excesso de açúcar pode causar o desequilíbrio do metabolismo glicídico, ou seja, a instabilidade da glicemia e da insulinemia (significado: presença de insulina no sangue em especial taxa anormalmente alta). O açúcar entra rapidamente na corrente sanguínea, exigindo rápida liberação da insulina pelo pâncreas e provocando picos na concentração dela e da glicose no sangue. Para prevenir o diabetes, é importante que, desde cedo, os pequeninos não consumam alimentos açucarados com regularidade e com estômago “vazio”.

8º-Maus hábitos: Os especialistas são unânimes ao afirmar que os hábitos adquiridos na infância são levados por toda a vida. A regra, é claro, vale para os maus hábitos alimentares. Crianças que utilizam muito açúcar e gordura na dieta tendem a resistir ao consumo de alimentos saudáveis por toda a vida.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Meus elegantes


   Finos, tranqüilos, educados e brilhantes.
  Esses dois tem muitos talentos de beleza e de educação, e, quando estiverem adultos terão muuuuuitas possibilidades.
   São uma gracinha, mas... estão crescendo muito rápido!
  Estão sempre presentes no consultório, desde que nasceram, mantendo a fidelidade para a conquista de um sorriso maravilhoso.
  E hoje, comemoro com satisfação, tantos anos de cuidado, acompanhando o crescimento dos dois, observando cada fase da vida, intercedendo nos dentinhos e lutando para manter a saúde bucal.
  Parabéns aos pais destes meninos pela preocupação e busca do odontopediatra na fase infantil, sempre, com responsabilidade e zelo, para a conquista de dentes saudáveis e, mais do que isso, para que eles crescessem com a referência de uma pessoa que sempre cuidou dos seus dentes para estarem seguros e tranqüilos.
   Vamos continuar juntos zelando por estes lindos!!!!